sexta-feira, 28 de outubro de 2016
OS LUSÍADAS: ENSAIO ABERTO AO PÚBLICO
quarta-feira, 26 de outubro de 2016
AS ARMAS E OS BARÕES ASSINALADOS
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segunda-feira, 24 de outubro de 2016
A GRANDE VIAGEM de Vasco da Gama e do Chacon

- Essa ganância de ganhar dinheiro, de ter fama, é debatida e combatida pelas palavras do velho na partida do Gama: “Ó glória de mandar, ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos Fama! Que castigo tamanho e que justiça fazes no peito vão que muito te ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldades neles experimentas! . . . Chamam-te Fama e Glória soberana, nomes com que o povo tolo se engana!”
- Essa insegurança em que vivemos hoje, com medo da violência, essa depressão pela vida mais de obrigações do que de prazeres, atividades tediosas a que somos constrangidos e a tristeza de ser enganados pelos políticos, banqueiros, pelos detentores do poder político e econômico. Tudo isso você pode deparar, subitamente, numa fala do navegador Vasco da Gama: “Ó grandes e gravíssimos perigos, Ó caminho de vida nunca certo, que aonde a gente põe a esperança tenha a vida tão pouca segurança! No mar tanta tormenta e tanto dano, tantas vezes a morte apercebida! Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade aborrecida! Onde pode acolher-se um fraco humano, onde terá segura a curta vida, que não se arme e se indigne o Céu sereno contra um bicho da terra tão pequeno?”
sábado, 22 de outubro de 2016
OS LUSÍADAS como monólogo

Agora, cortei mais ainda e o espetáculo vai ficar com cinquenta minutos, já não sinto remorso nenhum. Engraçado, não é? Bem, é que tenho por objetivo popularizar a obra máxima de Camões e do Renascimento. Quero que as pessoas conheçam o MAIOR poeta lírico e épico da língua portuguesa.
O que foi feito até agora, não me parece razoável; um sujeito decorou todo o texto e declamava, deve ter ficado muito chato. Há momentos em que o texto de Camões não se presta à declamação. As montagens grandiosas ou modernosas que já vi, desviaram a atenção do texto para as imagens, para dança, para tudo que não a poesia camoniana.
Outro fragmento, agora o episódio A morte de Inês de Castro, gravado há nove anos aproximadamente: https://youtu.be/n1-E5viHpHk A morte de Inês
terça-feira, 1 de setembro de 2015
ABUNDÂNCIA
Abundam as bundas na praia, seminuas, sem vergonha, como as índias do Pero Vaz de Caminha.
Caminham as bundas nas calçadas, muitas de calças, raras de saias, todas se insinuando, empurrando o tecido.
Abundam as bundas nas praças: uma bunda passa, uma bunda passa pra lá, outra bunda passa pra cá. Uma bunda vai, outra bunda volta. Há bunda que me revolta porque a bunda mexe pra lá, porque a bunda mexe pra cá, porque a bunda mexe... com a gente, que indigente pede esmola, a esmola de um olhar, de uma atenção qualquer, qualquer bunda de mulher.
A bunda bole, bole, bole, a bunda mole, macia, parece que diz bom-dia! A bunda bole com o moço, A bunda bole com o velho, com o homem maduro.
A bunda não olha idade, ela não tem a mínima caridade! Passou agora pela rua afora uma bunda tão triunfante que o moço deu com a cara no muro. Se a bunda passa, o olho sai à caça, mesmo quando é uma bunda escassa. Passa uma bunda exuberante, a b u n d a n t e. Há bunda que não passa... fica! Como diria Vinícius: “Essa pacifica!”





