quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
A PARTIDA DE VASCO DA GAMA PARA AS ÍNDIAS
Quando postei o vídeo com o título PARTIDA DE VASCO DA GAMA, nem imaginei o que aconteceria, mas qualquer carioca iria prever. Depois, toda vez que tentava acessar o vídeo com esse nome, lá vinham muitos vídeos de partida de futebol. Claro, o tonto aqui deveria ter previsto. Então, para os amigos que queriam ver esse trecho de um ensaio antigo, é só clicar no link seguinte e assistir: Partida do Gama
quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
A ILHA DOS AMORES de Os Lusíadas
Após descrever a correria dos portugueses atrás das ninfas na Ilha dos Amores e seus carinhos sensuais, Camões faz a seguinte reflexão:
"Oh! Que famintos beijos na floresta,
e que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
que Vênus com prazeres inflamava,
melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
mas julgue-o quem não pode experimentá-lo."
Em minha adaptação para teatro substituí o verbo julgar por imaginar, para ficar mais compreensível, porque os prazeres incitados pela própria divindade amorosa deve, claro, exceder os que normalmente conseguimos, o que, por si, já é ótimo! Não acham?
"Oh! Que famintos beijos na floresta,
e que mimoso choro que soava!
Que afagos tão suaves, que ira honesta,
que em risinhos alegres se tornava!
O que mais passam na manhã e na sesta,
que Vênus com prazeres inflamava,
melhor é experimentá-lo que julgá-lo,
mas julgue-o quem não pode experimentá-lo."
Em minha adaptação para teatro substituí o verbo julgar por imaginar, para ficar mais compreensível, porque os prazeres incitados pela própria divindade amorosa deve, claro, exceder os que normalmente conseguimos, o que, por si, já é ótimo! Não acham?
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
MAPA DA VIAGEM DE VASCO DA GAMA
Esse é um mapa simples para quem queira conhecer o roteiro que Vasco da Gama fez em 1497, para chegar à Índia. Fonte: Livro "Luís de Camões", de João Alves das Neves e Douglas Tufano, Ed. Moderna - INL/MEC, SP, 1980.
terça-feira, 6 de dezembro de 2016
ATUALIDADE DE OS LUSIADAS 2
Como prometi, vou dar alguns exemplos:
·
Essa ganância de dinheiro, de ter fama, é
debatida e combatida pelas palavras do velho na partida do Gama:
“Ó glória de mandar, ó vã cobiça desta vaidade a quem chamamos
Fama! . . . Que castigo tamanho e que justiça fazes no peito vão que muito te
ama! Que mortes, que perigos, que tormentas, que crueldades neles experimentas!
. . . Chamam-te Fama e Glória soberana, nomes com que o povo tolo se engana!”
·
Essa insegurança em que
vivemos hoje, com medo da violência, essa depressão pela vida mais de
obrigações do que de prazeres, atividades tediosas a que somos constrangidos e
a tristeza de ser enganados pelos políticos, banqueiros, pelos detentores do
poder político e econômico. Tudo isso você pode deparar, subitamente, numa fala
do navegador Vasco da Gama:
“Ó grandes e gravíssimos perigos, Ó caminho de vida
nunca certo, que aonde a gente põe a esperança tenha a vida tão pouca
segurança! No mar tanta tormenta e tanto dano, tantas vezes a morte apercebida!
Na terra tanta guerra, tanto engano, tanta necessidade aborrecida! Onde pode
acolher-se um fraco humano, onde terá segura a curta vida, que não se arme e se
indigne o Céu sereno contra um bicho da terra tão pequeno?”
Para finalizar, agora que o homem pensa
ir a Marte e outros planetas e está nessa tentativa há mais de meio século, é
bom lembrar que em 1497 a grande viagem do Gama foi o primeiro passo para isso.
“Vamos tirar Camões do ostracismo!”
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
ATUALIDADE DE OS LUSÍADAS
Que razões ou motivos
justificariam atualmente uma montagem da epopeia OS LUSÍADAS?
Em primeiro lugar pelo valor e qualidade
desse texto que é um marco importante na história da literatura em língua
portuguesa. Até hoje, nem um outro épico suplantou o de Camões, que tirou nosso
idioma do atraso medieval e o elevou ao máximo que seria possível naquele
século. Até hoje, algumas pessoas se arrepiam com alguns de seus versos e com
sua ampla visão dos homens, assim como seu vícios e suas virtudes.
Em segundo lugar, porque sua
elevada qualidade e a distância em que está nossa linguagem moderna, criou um condicionamento
que leva muitas pessoas a evitarem a obra. Em função disso, venho há anos
pensando em torná-la popular, em fazer com que através do teatro as pessoas
possam, ao menos, conhecer as belas histórias, umas reais, outras fantasiosas,
que ele nos conta: Inês de Castro, o Velho do Restelo, Gigante Adamastor, a
Ilha dos Amores.
Imagem extraída de: https://conchigliadivenere.files.wordpress.com/
Em terceiro lugar, porque se a
pessoa prestar um pouco mais de atenção aos versos de Camões, verá que hoje não
estamos tão longe assim do que ele ali nos mostra. Vou dar apenas alguns exemplos na semana que vem; apareça aqui novamente e obrigado pela visita de hoje.
sexta-feira, 18 de novembro de 2016
INTERPRETANDO OS LUSÍADAS
Inês ao se ver presa e arrastada com os filhos perante o rei, pai de seu amante Pedro, implora: "Ó rei, que tens de humano o rosto e o peito. A essas criancinhas tem respeito pois não o tens por mim. Que elas comovam seu coração que pena de mim não tem, apesar de não ser culpada de nada. Se vencendo os mouros a morte soubestes dar, saiba também dar a vida, a mim que nada fiz de errado para perdê-la Se minha inocência merecer piedade de ti, envie-me em exílio para a Cítia ou Frígia, onde viverei com essas crianças. Que elas sejam consolo para a mãe triste". Essas são as palavras que Camões coloca na boca de Inês de Castro. Veja minha adaptação e interpretação no Youtube. Clique aqui: A MORTE DE INÊS DE CASTRO
sábado, 12 de novembro de 2016
FINALMENTE, HAVIAM CHEGADO À ÍNDIA
(Foto de Hilton Nascimento, cedida pela revista La Femme)
Quando a manhã clara dava nos montes, os marinheiros de cima da gávea avistaram terra alta: "Terra à vista!" Finalmente, haviam chegado . . . à Índia. (Adaptação)
(Original)
Já a manhã clara dava nos outeiros
por onde o Ganges murmurando soa,
quando da celsa gávea os marinheiros
enxergaram terra alta, pela proa.
Já fora de tormenta e dos primeiros
mares, o temor vão do peito voa.
Disse alegre o piloto melindano:
"Terra é de Calecut, se não me engano". ( Camões, Os Lusíadas, Canto VI)
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